Me diz o que é sossego
que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora
e pego carona...
Pra te acompanhar!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
Oh simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin
So and if you have a minute why don't we go
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
terça-feira, 31 de março de 2009
all that i've got
So deep, that it didn't even bleed and catch me
Off guard, red handed
Now I'm far from lonely
Asleep, I still see you lying next to me
So deep that it didn't even bleed and catch me, I...
I need something else
Would someone please just give me
Hit me, and knock me out
And let me go back to sleep
I can't laugh, all I want, inside
I still am empty
So deep that it didn't even bleed and catch me, I...
I'll be just fine
Pretending I'm not
I'm far from lonely
And it's all that I've got
I'll be just fine
Pretending I'm not
I'm far from lonely
And it's all that I've got
I guess, I remember every glance you shot me
Unharmed,
I'm losing weight and some body heat
I squoze so hard I stopped your heart from beating
So deep that I didn't even scream fuck me
Off guard, red handed
Now I'm far from lonely
Asleep, I still see you lying next to me
So deep that it didn't even bleed and catch me, I...
I need something else
Would someone please just give me
Hit me, and knock me out
And let me go back to sleep
I can't laugh, all I want, inside
I still am empty
So deep that it didn't even bleed and catch me, I...
I'll be just fine
Pretending I'm not
I'm far from lonely
And it's all that I've got
I'll be just fine
Pretending I'm not
I'm far from lonely
And it's all that I've got
I guess, I remember every glance you shot me
Unharmed,
I'm losing weight and some body heat
I squoze so hard I stopped your heart from beating
So deep that I didn't even scream fuck me
segunda-feira, 30 de março de 2009
o amor nos faz relés mortais
Depois que acaba você pensa se não era melhor que nunca tivesse acontecido. Fica a sensação de uma história incompleta a cada novo passo que se dá, é algo que só você sabe que carrega e pesa mas que precisa continuar sorrindo da mesma maneira como se não estivesse lá; você não sabe se se afasta o mais depressa ou se permite que no corpo os sentimentos todos doam até quem sabe se acalmarem – a questão é: existe alternativa para a falta de ar?
Não haverá outra chance igual a esta, numa vida igual a esta, nas mesmas condições ideiais de temperatura e pressão, porque apesar de ser ‘macaco velho’ quando o assunto é amor, você nunca sabe quando algo começa e porque começa, nem se sente capaz de voltar ao estado que era antes dele te tocar porque a partir de agora no seu corpo você convive não com a sensação de onde ele te tocou mas de onde ele não vai mais te tocar, é como um fantasma na sua pele, você quer e não quer exorcizar, quer e não sabe, se alguém souber não me diga, a dor é minha amiga, ela me lembra dele e conversa comigo sobre ele, só dói porque é repetitiva, não conta as novidades, só o que ela já sabe: o que tivemos, como éramos, como termina.
A gente aumenta o volume da tevê para pensar em outra coisa e se sente mal quando percebe que o conflito na faixa de Gaza parece fichinha diante do conflito dentro de você: o amor nos faz relés mortais. Noites inteiras não foram suficientes para tudo o que você sentia e agora você acredita que se tivesse pelo menos mais duas horinhas ele sentiria tudo o que explode dentro de você, coisas que podia ter dito, gestos que poderia ter feito, idéias que passaram pela sua cabeça, daquelas que dão um giro de 180 graus na sua vida e na dele. O problema de não se definir mais o que é amor hoje em dia é que quando é amor você não sabe mais como dizer, só descobre quando é tarde demais para saber. Daquele corpo que ora lhe tocava por descuido ora lhe tocava com paixão apenas a falta que faz, o frio que antes eu não percebia, a solidão de que eu já não me lembrava mais.
Não haverá outra chance igual a esta, numa vida igual a esta, nas mesmas condições ideiais de temperatura e pressão, porque apesar de ser ‘macaco velho’ quando o assunto é amor, você nunca sabe quando algo começa e porque começa, nem se sente capaz de voltar ao estado que era antes dele te tocar porque a partir de agora no seu corpo você convive não com a sensação de onde ele te tocou mas de onde ele não vai mais te tocar, é como um fantasma na sua pele, você quer e não quer exorcizar, quer e não sabe, se alguém souber não me diga, a dor é minha amiga, ela me lembra dele e conversa comigo sobre ele, só dói porque é repetitiva, não conta as novidades, só o que ela já sabe: o que tivemos, como éramos, como termina.
A gente aumenta o volume da tevê para pensar em outra coisa e se sente mal quando percebe que o conflito na faixa de Gaza parece fichinha diante do conflito dentro de você: o amor nos faz relés mortais. Noites inteiras não foram suficientes para tudo o que você sentia e agora você acredita que se tivesse pelo menos mais duas horinhas ele sentiria tudo o que explode dentro de você, coisas que podia ter dito, gestos que poderia ter feito, idéias que passaram pela sua cabeça, daquelas que dão um giro de 180 graus na sua vida e na dele. O problema de não se definir mais o que é amor hoje em dia é que quando é amor você não sabe mais como dizer, só descobre quando é tarde demais para saber. Daquele corpo que ora lhe tocava por descuido ora lhe tocava com paixão apenas a falta que faz, o frio que antes eu não percebia, a solidão de que eu já não me lembrava mais.
dentro de você ou acolá
Você quis saber que música era aquela. Eu disse o nome e a cantora, pediu que eu a colocasse de novo, queria me guardar através dela. O filme podia acabar assim, alguém por favor apague a luz do set, depois disso não haveria mais personagem, só o que sentíamos, naquele sofá que faz barulho quando nos mexemos, duas xícaras de chá esperando esfriar, a gente pensando em tudo o que está acontecendo no mundo independente de querermos e as armas que temos para lutar.
Não posso protegê-la em meus braços pelo resto dos dias, passou-me pela cabeça que gostaria de tentar, mas perguntei-me o que você aprenderia, você pensa o mesmo, embora tenha descoberto naquele último segundo que nunca se sentiu tão confortável nos braços de alguém, como se seu corpo tivesse encontrado onde sempre quis estar, e acha injusto ter descoberto aquilo um segundo antes da gente se soltar. Bem na parte da letra em que a Fátima Guedes canta ‘agora esse mundo é meu’, você não sabe se deve partir ou ficar. Se o mundo é um lugar que você já conhece ou um outro que você precisa explorar. Dentro de você ou acolá.
Eu já vivi a sua vida dez anos atrás, eu já senti a mesma fome, sede e raiva e a mesma vontade de chorar ouvindo esta música quando eu não sabia onde queria estar e dei mil voltas até lhe encontrar e te contei tantas histórias que você quis sair para procurar onde começou cada uma delas e se é aqui comigo que vão terminar – fiz um mapa para você se perder e outro para você voltar, você só precisa escolher qual deles vai usar.
Não posso protegê-la em meus braços pelo resto dos dias, passou-me pela cabeça que gostaria de tentar, mas perguntei-me o que você aprenderia, você pensa o mesmo, embora tenha descoberto naquele último segundo que nunca se sentiu tão confortável nos braços de alguém, como se seu corpo tivesse encontrado onde sempre quis estar, e acha injusto ter descoberto aquilo um segundo antes da gente se soltar. Bem na parte da letra em que a Fátima Guedes canta ‘agora esse mundo é meu’, você não sabe se deve partir ou ficar. Se o mundo é um lugar que você já conhece ou um outro que você precisa explorar. Dentro de você ou acolá.
Eu já vivi a sua vida dez anos atrás, eu já senti a mesma fome, sede e raiva e a mesma vontade de chorar ouvindo esta música quando eu não sabia onde queria estar e dei mil voltas até lhe encontrar e te contei tantas histórias que você quis sair para procurar onde começou cada uma delas e se é aqui comigo que vão terminar – fiz um mapa para você se perder e outro para você voltar, você só precisa escolher qual deles vai usar.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
here comes the sun, tchurutchuru
"Que se dane o amor que acaba, que se dane. Prefiro quando acaba, abrem-se novas possibilidades. Há tantas pessoas interessantes pelo mundo, você só estava com preguiça de procurar. O amor é isso: uma grande preguiça de procurar. Por isso inventaram o controle remoto, o sofá, para a gente se acomodar. Eu já vivi tanto isso que tenho as respostas todas na ponta da língua, vem pegar. Não vim para passar a mão na sua cabeça, vim para lhe esquentar. Não sei de coisa melhor para o frio que está fazendo do que isto mesmo que você acabou de pensar."
domingo, 15 de fevereiro de 2009
I want it now I want it now
not the promises of what tomorrow brings
I need to live in dreams today
I'm tired of the song that sorrow sings
I want more than I can get just trying to trying to trying to forget
I walk to you through winds of fire
and never let you know the way I feel
Under skin is where I hide love
that always gets me on my knees
I want more than I can get just trying to trying to trying to forget
Nothing ever lasts forever nothing ever lasts
forever nothing ever lasts
forever nothing ever lasts forever
I want it now I want it now don’t tell me that my ship is coming in
Nothing comes to those who wait
times running out before you're running in.
É triste admitir que para alcançar a liberdade, ou a pseudo-liberdade de escravos de um sistema, precisamos nos desfazer de alguns laços. Laços fortes demais, preciosos, especiais, poderosos, que mesmo trazendo benefícios e seguranças, trazem também uma forte sensação de sufoco, de enforcamento, de fugalaça. O amor pode nos transformar em reféns. Já a fuga do amor, nos transforma em refugiados. Não tem como saber o que é pior, o que é menos pior. Temos que jogar para ver se ganhamos, temos que viver. Sei que parece pessimismo, rancor, mas é somente inteligência emocional, bagagem. Todos querem viver seus contos de fada, mas a vida real não é assim, alguém sempre acaba machucado. Aqueles que acreditam em relacionamentos institucionalizados fingem que conseguem se contentar para enganar a si mesmos, ou simplesmente se contentam porque nunca conheceram a vida, as ruas, as estradas. Não tenho nada contra essas pessoas, mas não vivo no mesmo mundo. O amor significa algo diferente para todos. Cada um tem seus valores, traumas, histórias. Cada pessoa tem uma sacola de experiências que moldaram quem são. A raça humana, porém, é competitiva, egoísta, possessiva. Estão todos procurando o Mágico de Oz. No final, é sempre melhor encarar a verdade. Seguir a estrada e sentir o vento frio. Mesmo que machuque, mesmo que nos faça chorar. Mesmo que haja um preço e, que no peito, fique um enorme buraco. Afinal das contas, com felicidade ou não, o vazio sempre esteve presente.
Tudo vai ficar bem. Basta esperar o tempo que não vendem nas farmácias.
It's gonna shine for you.
not the promises of what tomorrow brings
I need to live in dreams today
I'm tired of the song that sorrow sings
I want more than I can get just trying to trying to trying to forget
I walk to you through winds of fire
and never let you know the way I feel
Under skin is where I hide love
that always gets me on my knees
I want more than I can get just trying to trying to trying to forget
Nothing ever lasts forever nothing ever lasts
forever nothing ever lasts
forever nothing ever lasts forever
I want it now I want it now don’t tell me that my ship is coming in
Nothing comes to those who wait
times running out before you're running in.
É triste admitir que para alcançar a liberdade, ou a pseudo-liberdade de escravos de um sistema, precisamos nos desfazer de alguns laços. Laços fortes demais, preciosos, especiais, poderosos, que mesmo trazendo benefícios e seguranças, trazem também uma forte sensação de sufoco, de enforcamento, de fugalaça. O amor pode nos transformar em reféns. Já a fuga do amor, nos transforma em refugiados. Não tem como saber o que é pior, o que é menos pior. Temos que jogar para ver se ganhamos, temos que viver. Sei que parece pessimismo, rancor, mas é somente inteligência emocional, bagagem. Todos querem viver seus contos de fada, mas a vida real não é assim, alguém sempre acaba machucado. Aqueles que acreditam em relacionamentos institucionalizados fingem que conseguem se contentar para enganar a si mesmos, ou simplesmente se contentam porque nunca conheceram a vida, as ruas, as estradas. Não tenho nada contra essas pessoas, mas não vivo no mesmo mundo. O amor significa algo diferente para todos. Cada um tem seus valores, traumas, histórias. Cada pessoa tem uma sacola de experiências que moldaram quem são. A raça humana, porém, é competitiva, egoísta, possessiva. Estão todos procurando o Mágico de Oz. No final, é sempre melhor encarar a verdade. Seguir a estrada e sentir o vento frio. Mesmo que machuque, mesmo que nos faça chorar. Mesmo que haja um preço e, que no peito, fique um enorme buraco. Afinal das contas, com felicidade ou não, o vazio sempre esteve presente.
Tudo vai ficar bem. Basta esperar o tempo que não vendem nas farmácias.
It's gonna shine for you.
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